
1. Tristeza de uma embolada
2. Nada a desculpar
3. Boi
4. Angra
5. Quilombo
6. Bala com bala
7. Bernardo, o Eremita
8. Quem será
9. Fatalidade
10. Alferes
11. Amon Rá e o cavalo de Tróia
Essa pepita é o primeiro disco do João Bosco (e dos álbuns que ouvi dele, considero mais foda!). Nada melhor pra quarta-feira de cinzas, que o “mestre sala dos mares” lavando nossa alma e passando as cinzas do carnaval em nossa testa.
Nesse primeiro trabalho, a parceria com o escritor, compositor e poeta Aldir Blanc já se faz presente. Parceria eterna que enche nossos ouvidos de boa música, misturas poéticas e muito existencialismo.
O álbum de 1973 já demonstra a queda de João Bosco para o samba; isso se mostrará nos álbuns seguintes: “Caça a Raposa” de 1975 e “Galos de Briga” de 1976, que com certeza passearão por aqui. Nesse ainda, o samba está meio escondido nos arranjos de Rogério Duprat, mestre da Tropicália e Luiz Eça. A alma do disco é rock. Um rock swingado com muita percussão brasileira e letras existenciais, históricas e políticas, permeadas pelo exímio violão de João Bosco.
Se liga, que a bala é pesada!!